Casa de Chá Mayra Pauli: a casa da vovó para momentos de saudade

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As tardes na casa da vovó sempre estarão entre as minhas melhores lembranças da infância. O pão quentinho feito no fogão à lenha, o cheirinho do café passado em coador de pano – que eu não tomava, como até hoje raramente tomo, mas cujo aroma é indiscutivelmente magnífico -, as compotas sempre fresquinhas e as adoráveis companhias conversando sobre temas adultos que eu adorava ouvir e assim me sentir gente grande. Quando cheguei na Casa de Chá Mayra Pauli essa foi a primeira lembrança que me veio à mente, até porque um grupo de senhoras se encontrava alegremente conversando e tomando chá logo na entrada da casa. O clima de fim de tarde, após um sábado de sol de início de outono, foi a junção perfeita, fazendo com que eu, mesmo não gostando de chá, provasse a iguaria.

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Escolhemos uma mesa bem próxima à vitrine de doces e demais delícias servidas, o que nos deixou com ainda mais vontade de provar tudo que ali apresentavam. Foi necessário bastante autocontrole para me limitar a um simples lanche da tarde e não tornar o momento uma refeição completa.

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Confesso que apenas ouvi falar da casa no final de 2012, quando fui jurada do prêmio Veja Comer e Beber Santa Catarina, o qual foi por ela ganho na categoria doceria. Não sendo eu apreciadora de bebidas quentes de um modo geral, especialmente chá e café, posterguei a visita, o que se mostrou um grande equívoco. O chá, que experimentei para poder dar minha (torta) impressão aqui, foi aprovado até mesmo por mim, com aroma e sabor bastantes atrativos, tanto que mal chegou na mesa e já chamou a atenção de todos. Pedi leite para acompanhá-lo, já que a única forma como consigo tomar café, mas mesmo provando-o sem esse ingrediente o achei muito bom.

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Sendo a casa premiada pelos doces, não poderia deixar de iniciar por eles, particularmente os meus amados, idolatrados, salve salve, macarons (pistache e framboesa). Não posso dizer que são os melhores que já provei, pois tenho uma enorme queda pelos do Flavio Federico. Porém, com toda certeza, são os melhores que encontrei em Florianópolis. Talvez um pouco menos de casca os tornasse ainda mais saborosos. De qualquer modo, encontrei o local, por aqui, para matar minha vontade dessas delicinhas.

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Com tantos doces fabulosos, não foi possível se contentar com os macarons. Fomos, então, de melhor bolo do mundo, com chocolate amargo. Quem o pediu foi o Guilherme e temi que fosse ruim como um famoso melhor bolo de chocolate do munco que provei em São Paulo. Grata surpresa: delicioso, doce na medida certa, cremoso e com uma casquinha – como um suspiro – na parte inferior que deu um toque especial ao conjunto. A aparência é de um pão de mel e a consistência lembra um alfajor mais cremoso, com algumas diferenças, claro.

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Para dar uma quebrada nos doces e deixar os demais para uma segunda visita, pedi um quiche de cogumelos com pistache. Simplesmente sensacional: macio, massa que não se esfarelava a cada corte e com bastante recheio (nada de mesquinharia). Fiquei bastante na dúvida na hora de escolhê-lo, pois as demais opções chamaram minha atenção pela maravilha dos ingredientes e combinações: alho poró com amêndoas e gorgonzola com damasco.

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A casa possui uma infinidade de chás, dos mais variados estilos e junção de sabores, todos com o mesmo preço (7 dilmas). Pensando na junção do leite, fui de Jardim do Éden, da Sans & Sans Barcelona: chá preto do Ceilão, descafeinado, com pétalas de girassol e aroma de morango, maçã e nectarina; ideal para ser tomado a qualquer momento. De coloração vermelho forte, atraiu minha atenção assim que colocado na mesa, com aroma bastante perceptível.

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Os meninos preferiram ir de café – capuccino e mocha – e ficaram bastante decepcionados. O café não se fazia presente em nenhuma das duas opções, além de o leite não estar cremoso, como deveria ser. Mais parecia um chocolate quente. E talvez esse tenha sido o único defeito encontrado na casa. Contudo, considerando que se trata de uma casa especializada em chás e cafés bem tirados não são o forte nem de Florianópolis, pode-se dar um desconto para o local. Afinal, todo o resto, desde ambiente e atendimento, até os doces e salgados servidos, estava muito bom, fazendo-me querer voltar.

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É muito bom quando descobrimos que uma casa vencedora do prêmio melhor alguma coisa faz jus a ele. Melhor ainda quando, ao conhecê-la, trazemos à memória boas lembranças de momentos especiais de nossa vida. Ainda que a casa de sua vovó seja bastante distinta dessa, recomendo a visita ao local, permitindo-se relaxar com o aconchego ofertado e delicinhas servidas. A conta total – cafés, chá, doces e salgado – fechou em 52 dilmas, muito bem pagas pelo conjunto ofertado.

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Casa de Chá Mayra Pauli

Rua Cel Maurício Spalding de Souza, 1020, Santa Mônica, Florianópolis/SC
Aberta de terça à sábado, das 13h30 às 20h
Telefone: (48) 3234-2339
Aceita cartões
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3 thoughts on “Casa de Chá Mayra Pauli: a casa da vovó para momentos de saudade

  1. Pingback: Premiação Veja Comer e Beber Santa Catarina 2012/2013 | Não vá se perder por aí

  2. Estive nessa casa no fim de março. Estava bastante empolgada, pois já conhecia os deliciosos brigadeiros gourmet da Mayra Pauli. Mas minha expectativa não se confirmou. Pedi o melhor bolo de chocolate do mundo e o quiche de alho-poró com amêndoas, que estavam somente bons segundo meu gosto particular. Mas minha frustração não foi pela comida e sim pelo atendimento. Penamos até sermos atendidos, creio que o garçom só pode nos atender depois de uns 15 minutos. A casa estava cheia, mas é um espaço tão pequeno que acredito que a demora não se justifica. E após fazer o pedido, creio que esperei mais de dez minutos para receber o bolo (que estava pronto no balcão, bastava servir) e o capuccino levou mais uns bons quinze ou vinte minutos, e a essa altura o bolo já havia sido devorado. Me arrisquei ainda a esperar pelo quiche. Pedida a conta, mais um bom tempo de espera. Por fim, o que deveria ser um breve lanche da tarde nos tomou quase uma hora e meia. Posso ter ido em um dia ruim, mas não sinto vontade de retornar.

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