Restaurante Indaiá: comida farta e de ótima qualidade

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Já falei aqui sobre o fato de estarmos cada dia pagando mais caro por pratos que nem sempre valem o que é cobrado. E não há nada pior do que se sentir enganado por ter pago caro por algo que poderia ter sido feito com sabor muito melhor e menos da metade do preço. Por isso, quando ouvia falar do Indaiá e via suas propagandas, imaginava que, mesmo que pudessem ser de qualidade os pratos, a conta seria daquelas pesadas ao bolso. Por isso a demora em conhecê-lo. No entanto, ao visitá-lo no última final de semana, deparei-me com um cenário bastante diferente: comida de ótima qualidade, quantidade absurda e preço mais do que justo.

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O restaurante, super amplo, com vários ambientes e espaço separado para eventos, fica em um morro, o que garante uma vista privilegiada da cidade e do mar. Independentemente do local que resolva sentar, a visão dessa natureza exuberante está garantida pelas amplas janelas/paredes de vidro que cercam a casa. Há música ao vivo, mas igualmente de qualidade e sem atrapalhar as conversas.

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Considerando todo o ambiente que nos cercava e a associação direta aos locais similares em Florianópolis, os preços a priori se mostraram até aceitáveis. Mas bastou pedir a entrada – couvert gastronômico (sugestão do chef) – para perceber que o preço estava bem aquém do que imaginávamos, já que as porções servem, sem problema, o dobro da indicação no cardápio. Para se ter uma noção, a pedra que serve como prato mede 40 x 40 cm. Ali havia 2 tipo de pães, dois patês (um de truta e outro de azeitonas), pesto com pimenta biquinho, tomate seco e uma salada composta de folhas verdes, tomate cereja e mozzarella burrata no centro. Por tudo isso – que foi a refeição completa de um casal na mesa ao lado e bem poderia ter sido a nossa- apenas 14,9 dilmas.

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Quando partimos para o prato principal, acreditávamos que se tratavam de porções individuais. Afinal, não é incomum se encontrar massas por mais de 50 dilmas em restaurantes na ilha. E considerando todo o ambiente, claro que seria uma porção cara, mas condizente com muitos encontrados por aqui. Fomos então alertados pelo garçom de que se tratava de porção para duas pessoas, momento em que o valor de 59,9 dilmas se mostrou muito mais atrativo. Mal sabíamos que, ao chegar a comida, o preço passaria a ser quase ridículo, pois servia facilmente 4 pessoas (lembrem do tamanho do prato/pedra). O pedido: Spaguetti ao molho de costela, sendo a última preparada até soltar do osso, além de maravilhosamente perceptível o vinho utilizado em seu cozimento.

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Acreditando que a porção realmente servia apenas 2 pessoas, o querido casal de amigos que nos acompanhava pediu mignon grelhado, acompanhado de purê de mandioca com bacon e servido em um pão italiano, batatas recheadas, palmito assado e arroz (69,9 dilmas). Como eles não haviam comido a entrada, foi um pouco mais fácil dar conta da quantidade de comida apresentada. Porém a porção de arroz, por exemplo, sequer foi tocada. Um único detalhe que deveria ser observado pelo chef: o ponto da carne, que veio bem passada, o que teria sido diverso caso perguntado pelo garçom como preferiam. No mais, prato aprovado com louvor.

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Para não dizerem que exagerei na explicação das quantidades, eis o quanto sobrou dos dois pratos. O jantar foi garantido, contudo.

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Ainda houve espaço (não sei como) para dividir uma sobremesa: torta de doce de leite, com bananas fatiadas em calda de laranja e baunilha. Simples, saboroso, nada enjoativo e com preço agradabilíssimo (12,9 dilmas).

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O cardápio ainda conta com uma série de pratos à base de frutos do mar, carnes e massas, além de culinária japonesa e foundue. Há, também, uma pequena de lista de harmonizações, em que a bebida já está incluída, e tapas, todos com preços bastante atrativos (menos de 20 dilmas). São porções individuais que acompanham ou não uma taça de vinho/espumante, chamando minha atenção logo que passei o olho no cardápio. No entanto, servidas apenas à noite, o que tornou imprescindível meu retorno à casa.

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Ainda que sopesada a gasolina necessária para quem parte de Florianópolis (ou outras cidades próximas) até o Restaurante, o preço continua sendo bastante atrativo, pois nossa conta fechou em cerca de 60 dilmas por pessoa – incluindo bebidas (não alcoólicas), couvert artístico e 10% de serviço -, com possibilidade de mais duas também se servirem e saírem satisfeitas. Local que impressionou em diversos aspectos.

Para os interessados, o cardápio pode ser acessado (com os preços) no site.

Dica, pós publicação, da Manuela Fonseca: proprietários de veículos 1.0, preparem-se para subir a morreba em primeira marcha. Mas vale a pena da mesma forma.

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Restaurante Indaiá

Rua 900 nº, 1300 – Itapema – SC
Aberto de Terà Sex, da 18h às 02h / Sáb e Dom, das 11h às 02h
Segunda-feira folga semanal, exceto vésperas e feriados
Telefone: (47) 3368-2745
Aceita cartões, possui estacionamento e wi-fi
Para ver a explicação de como chegar, clique aqui.
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