#Hospital HU Florianópolis

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Quando comecei o blog, não imaginei que, um dia, abriria uma categoria “Hospital” por aqui. Mas a vida não é feita apenas de boas surpresas, não é?
Além disso, sempre deixei claro – muito embora ainda não tenha falado “mal” de nenhum lugar, que meu intuito era dar “pitacos” sobre as coisa que (re)conheci, fossem boas ou ruins! Pois bem, é chegada a hora de não apenas iniciar a categoria “Hospital”, como também os posts “não curti” (ferramenta que também deveria existir no Facebook, ao lado da “curti”).
Ontem à noite, em comemoração ao aniversário de uma querida amiga (não vou citar nomes, pois talvez ela não queira essa exposição), nos deparamos com uma assustadora cena de um quase “coma alcoólico”! Claro que tenho que concordar, em parte, com a atendente do HU quando me disse, com desdém, que a culpa daquilo era minha, pois deixei minha amiga chegar àquele “estado”. Querendo ou não, apoiamos os amigos, muitas vezes, a beberem além da conta, com a ilusão de que el@ sempre “pode mais”. Aprendi a lição!
Desacordada e vomitando com freqüência, nossa primeira idéia foi levá-la ao Hospital – o HU,já que o mais próximo de onde estávamos.
Na emergência, absolutamente vazia de outros pacientes (coisa rara por lá, como em qualquer outro hospital público), fomos atendidos por uma funcionária que, como toda certeza, estava indignada por seu turno de trabalho em plena madrugada de sábado para domingo.
Ao ouvir a resposta do motivo que nos levava ali, além de notar que minha amiga se encontrava desacordada, informou que não a atenderia, pois o Hospital não atende resultados de “bebedeiras”.
Questionei-me, na hora, se isso se aplicaria, por exemplo, a um acidente de trânsito com motorista embriagado, já que também enquadrável no termo “resultado de bebedeira”, mas preferi exigir da funcionária um documento assinado por ela e pelo médico dizendo que não atenderiam por tais razões, já que os responsabilizaria em caso de um fatídico final.
Além de me negar tal documento, por motivos óbvios, recomendou que a levasse para casa e lhe desse um bom banho, que tudo passaria.
Foi necessário eu puxar meu celular e começar a gravar todo o acontecimento para que ela mudasse imediatamente o discurso e passasse a dizer, apenas, que o atendimento demoraria.
A demora, resumida à explicação de que um paciente estava com parada cardíaca, não esclarecia porque, após não mais do que 7 minutos, fomos chamados para atendimento e uma “trupe” de uns 6 profissionais batia papo nos corredores do ironicamente chamado “prontoatendimento”.
Reconheço que, lá dentro, o atendimento foi bom, mas fiquei ainda mais indignada com a recepção do HU ao ouvir do médico que o maior risco era o de que minha amiga tivesse aspirado o próprio vômito, tanto que indagou diversas vezes se ela havia vomitado com a cabeça para trás, a fim de descartar qualquer possível complicação pulmonar.
Por sorte tudo acabou bem, mas, tivesse ocorrido o que temia o médico, por certo que a levar para casa e dar um simples banho não teria sido a melhor opção.
Não cabia, a uma funcionária da recepção, que acredito não ter curso superior ou técnico na área de saúde, avaliar se o caso da minha amiga era ou não grave, era ou não o caso de um banho e cama ou de internação.
Quando uma pessoa se dirige a um hospital, principalmente uma emergência, por certo que não espera ser “diagnosticada” por uma recepcionista, principalmente se esta pessoa esta desacordada há cerca de 15 minutos.
Ter que se utilizar de subterfúgios como o uso de câmera ou, até mesmo, argumentos de “autoridade” – conheço o fulano e o beltrano – são deploráveis e não deveriam ser necessários em uma hora de tamanha sensibilidade como aquela.
Errou feio aquela servidora, mas errou mais ainda o HU, que não prepara ou capacita seus funcionários, assim como, tenho certeza, paga-lhes salários que o desestimulam a ter o mínimo de atenção para com os “clientes”.
Final feliz para nós – a amiga está bem -, mas triste para a população de Florianópolis e Santa Catarina.

PS: direto do celular, por isso a formatação “estranha”.

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10 thoughts on “#Hospital HU Florianópolis

  1. Os funcionários da recepção do HU são extremamente incapacitados e tem uma má vontade absurda, não só no turno da madrugada. Uma vez cheguei às 8h da manhã (fui trabalhar e me deu uma crise alérgica, provavelmente por ácaro), não era caso de bebedeira. Já estava em anafilaxia e fui diagnosticada com CHILIQUE. Oi? Eu já estava toda inchada e vermelha! Registrei BO (nada foi feito até hj) e o Aldo me levou passando td que era sinal vermelho ao Celso Ramos, pq eu já não conseguia mais respirar. Chegando lá, passei na frente TODAS as pessoas, umas 35, pois meu caso já era gravíssimo. Mas o estranho é que antes disso eu sempre passava na frente de td mundo (não foi meu primeiro caso de anafilaxia)… Meus amigos estagiaram (curso de medicina) lá e tbm odiavam esses “diagnósticos” feitos pelo pessoal da recepção. Um hospital universitário deveria preparar muito bem seus funcionários, não só os estagiários que cursam ensino superior…
    Enfim, Michele, espero que sua amiga se recupere bem, afinal, exagerar na bebida pode acontecer com qualquer pessoa, mesmo com as que conhecem seus limites, pois vários fatores interferem (se a pessoa se alimentou bem, se está bem hidratada…).
    Beijos!

    • Nossa, Sâmia.
      Não sabia disso. É realmente alarmante saber uma coisa dessas. Ficamos reféns do bom humor dos funcionários, que diagnosticam como se tivessem capacitação para tanto.
      Infelizmente, nem os planos de saúde hoje nos livram desses males, pois também já tive experiências terríveis com a Unimed.

      Por sorte não aconteceu nada pior contigo e minha amiga está bem.

      Beijos e obrigada pela visita, sempre rica nos comentários.

  2. Já tirei o texto, Transcrevi porque achei bom. O crédito foi dado: estava teu nome e a fonte lá. Desculpe-me por qualquer inconveniente e por te-la irritado tanto…

    • Cesário.
      Não se trata de estar “irritada”. Apenas destaquei que não havia autorizado a reprodução – integral, ainda – do meu texto por outro blog.
      Além de não entender a razão de um blog cujos textos são copiados, espanta-me perceber que você acredita que o simples “estar o meu nome lá” minimiza as coisas.
      Muitas são as pessoas que não se apercebam desses detalhes e, sendo o meu texto em primeira pessoa, não seria incomum creditarem a você a autoria.
      Aliás, sequer um cabeçalho no texto você teve o cuidado de colocar, destacando que se tratava de conteúdo de autoria de terceira pessoa, ou, então, salientando justamente isso que acabou de me dizer: que gostou do post e resolveu compartilhar.
      Recomendo, se o seu intuito é unicamente compartilhar textos alheios – e não produzir materia próprio – utilizar o Google Reader para esse fim, já que muito mais adequado e menos ofensivo ao direito autoral daqueles que tem seus textos “divulgados” em seu blog.
      Obrigada por ter retirado meu post e peço a gentileza de, no futuro, caso se interesse por outros posts, meus ou de outras pessoas, ter o cuidado de, ao menos, encabeçá-lo com frases tuas, destacando que o conteúdo a seguir não é seu.

  3. Passei por uma situação igual há alguns anos… quando começou a demorar por ser “bebedeira”, colocava a cabeça do meu amigo para o lado e assim a recepção começou a ficar toda vomitada… falei que quanto mais demorassem para atender, mais iria ficar suja. Não deu outra, no terceiro “vômito”, atenderam!

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