#Mercado Mercado Central

Ah! Se Florianópolis tivesse um mercado público destes, eu seria, com toda certeza, uma pessoa mais gorda. Mas, igualmente, uma pessoa mais feliz.

Se você é um felizardo morador de Belo Horizonte, talvez essa afirmação possa parecer meio estranha. Mas, aos leitores de Florianópolis – que não conhecem outros mercados públicos senão àquele situado no centro da Ilha da Magia -, é importante destacar o que seja, na verdade, esse estabelecimento, já que o que temos aqui não poderia ser assim intitulado.

Mercado Público, geralmente um local sob responsabilidade do poder público, pode ser definido, pelo dicionário, como o lugar, ao ar livre ou em recinto fechado, onde se vendem e onde se compram mercadorias (no plural, por favor). Estabelecimento onde é fácil vender qualquer coisa. Tradicionalmente, onde os produtos locais/regionais/típicos podem ser adquiridos, por preços mais atrativos, já que vendidos, geralmente, diretamente por seus produtores/fornecedores.

Florianópolis se resume a vender, basicamente, dois únicos produtos no seu intitulado mercado público: frutos do mar (grande maioria peixes) e sapatos. Nem a famosa renda de bilro pode lá ser encontrada. E, ainda que eu tenha minhas críticas para com Florianópolis, não posso negar que não se resumem a estes os produtos considerados regionais. Sapato, aliás, nem é tipicamente manezinho.

Mas voltando ao Mercado Central, de Belo Horizonte/MG, é visita obrigatória para quem passa pela cidade. Lá será possível encontrar, sim, os mais variados produtos, desde frutas e verduras até botecos famosos por seus quitutes – como o fígado bovino acebolado. Tudo por preços acessíveis e variedades que deixam qualquer um zonzo. São lojas de bebidas (cachaças, principalmente), flores, ervas medicinais, laticínios, açougues, lojas especializadas em pimentas, roupas, artesanatos, materiais de ferro e pedra sabão (abundantes na região) e outros tantos produtos que não consigo mais nem lembrar, ante a variedade de produtos que atraíam meus olhos curiosos.

Os queijos, que infelizmente não pude trazer, assim como os salames/linguiças, são um espetáculo à parte, principalmente no que tange ao preço (em média 1/3 do valor cobrado por cópias de péssima qualidade em Florianópolis).

Até o fumo, caso alguém seja fã de preparar seu próprio cigarro – e não estou falando dos comumente abordados nos versos de Bezerra da Silva – parecem ser de boa qualidade (ao menos rendem boas fotos e exalam aromas bem agradáveis).

Mas, como nem tudo são flores, fiquei bem decepcionada com o setor do Mercado voltado à venda de animais vivos: gatos, cachorros, coelhos, aves em geral etc. Não apenas por ser contra tal comércio – principalmente por conta das condições em que mantidos os animais, mas não exclusivamente por essa razão -, como também por ficar evidenciado que tal prática é ilegal, principalmente no que tange aos galos, com evidências latentes de seus usos em rinhas.

O simples fato de ter sido quase atacada por um dos vendedores, quando tentei fotografar os animais, demonstra o quanto a manutenção e venda dos animais ali não está respeitando a legislação ambiental, além da crueldade latente.

A foto acima, uma das únicas que se salvou, foi tirada na surdina, para que não apanhasse dos vendedores locais.

Tirando essa particularidade – deplorável, na minha opinião -, o Mercado Central é um local que não pode ser esquecido em qualquer visita à Belo Horizonte. Inveja boa – como dizem – d0s mineiros.

Mercado Central

Av. Augusto de Lima, 744 · Centro.  Belo Horizonte/MG

seg à sab: 7h às 18h

dom: 7h às 13h

Telefax: (31) 3274 9473

mercado@mercadocentral.com.br

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8 thoughts on “#Mercado Mercado Central

  1. Michele,

    Parece ser bem interessante. Você já conhece o de São Paulo? Quando você e o namorado estiverem por aqui eu faço questão de apresentar para vocês. E aqui não tem venda de animais.

    Bjo

  2. Menina, tenho lido seus textos e fico extremamente feliz. Vi o da D. Lucinha e achei muito bom!!! Fico ainda mais feliz que vc tenha levado de Minas boas impressões. Que pena não poder acompanhar vcs dois a estes passeios!! Mas é um orgulho ler seus textos. Concordo com vc que o pedaço dos animais merecia da nossa parte uma reflexão e talvez uma luta contra aquilo!!! Mas ver vc escrever me deixa feliz de ver o seu olhar de minas e de ser mineira. Tdo de melhor

    • Jaque, querida!
      Por certo a melhor parte de minas ainda não foi diretamente citada, mas pode ser extraída dos textos: os mineiros fantásticos que conheci, principalmente você e o Marco!
      Talvez nossa estadia por Minas não tivesse sido tão boa não fossem as pessoas maravilhosas daí!
      Obrigada a você, por ter nos feito companhia em outros momentos e enriquecido nosso passeio!
      O que seria de nós sem as valiosas informações sobre a Avenida Contorno? Hahahah
      Beijos enormes

  3. Pingback: Mercado São Jorge: Florianópolis no caminho certo | Não vá se perder por aí

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