#Comida “Não conte para ninguém”

Não se engane pelo título deste post. Muito embora aquela tenho sido a frase proferida pelo chef Alexandre quando informei que falaria da pizzaria aqui no blog – já que, junto com o gerente geral Eduardo, não querem que o local perca as características de lugar intimista e para poucas pessoas -, eu vou mais é contar para todo mundo que a pizza de lá é sensacional. Como diria o namorado: encontrei minha pizzaria em Floripa.

A indicação foi de um amigo, que chegou a nos convidar para conhecer o lugar no último domingo. Recusamos em virtude de outro compromisso no horário e, para nossa supresa, poucos minutos depois o namorado recebeu e-mail do Groupon com uma ótima oferta do local.

A Pizzaria, situada bem em frente ao trapiche da Lagoa da Conceição – garantindo uma bela vista durante a refeição – , abriu há cerca de um mês e tem por intuito ofertar pizzas com ingredientes simples, mas de qualidade – como você faria em casa, como nos disse o chef Alexandre -, cervejas especiais, principalmente de cervejarias artesanais – como a Coruja e a Saint Bier – e vinhos a preços acessíveis.

A idéia da pizza é que seja comida com as mãos, sem que seja necessário o uso de pratos ou talheres (finger food). Por esse razão, a massa é fina e crocante, o que facilita o movimento do levar da mesa até a boca (e não o contrário, viu?). Nem por isso deixa de ter uma massa macia. Alexandre nos ressaltou que preferiu fazê-la não tão fina (como um papel) por questão de gosto pessoal (sua avó fazia pizza com uma massa bem grossa).

Aliás, a receita – desde a massa até os ingredientes, principalmente o molho, é de família, tendo aprendido o ofício com seus avós.

O chamariz do local – pois não basta ter uma pizza maravilhosa, com tempero na medida certa e nada de acidez em nenhum de seus componentes -, tanto que lhe dá o nome, é a possibilidade do freguês ouvir o vinil de seu agrado. Se, apesar da variedade de opções disponíveis no local – desde MPB até Rock – você não encontrar o som de preferência, pode levar seu próprio disco. A idéia é que todos possam ouvir suas músicas de forma democrática.

Eu e o namorado fomos de Rita Lee – por influência minha, claro -, mas não sem antes olhar as opções possíveis, que não parecem deixar nenhum freguês na vontade.

O local simples, com luz baixa e velas nas mesas, completa o clima europeu cult, com a vantagem de os preços serem bem brasileirinhos (38 pilas na pizza grande). Pedimos uma pizza metade beluno (tomate cereja, molho pesto e parmesão) e metade verde (abobrinha, alho poró e cebola, refogados na manteiga), trazidas à mesa pelo próprio chef Alexandre. Confesso que não sei dizer qual sabor foi o preferido. E não pensem, os que viram a cara para legumes, que devem ser pizzas sem gosto, pois eu, que não costumo ter o prato muito colorido nas refeições, amei as combinações.

Algo que quase perdermos, porque pensamos em não experimentar, foi a entrada, com constrines e pastinhas (de berinjela com tomate seco e de pimentão) (8 pilas), o que teria sido uma lástima. O pimentão, famoso popularmente por ser bom para a memória, era tão suave e doce que quase esqueci que era o ingrediente do antepasto.

O lema do chef Alexandre – colocado em prática logo no início de nossa chegada ao local, ao solicitar a um carro estacionado próximo à pizzaria que reduzisse o pagodinho – é “Um sorriso simpático conquista o mundo“. E, com toda certeza, não apenas conquistou aquele motorista, que tão logo diminuiu o volume do som do veículo, como também a mim e ao namorado. Some-se a isso o longo e proveitoso papo, em clima de encontro de amigos na cozinha de casa, que rolou entre nós, o chef Alexandre, o gerente Eduardo e outro freguês que lá se encontrava.

Nas conversas descobri a paixão – antiga profissão – do chef Alexandre pela fotografia, enquanto o namorado acabou por ser convidado a agregar seus conhecimentos ao local.

Eu, que prometi posts mais curtos neste blog, acabei não tendo opção, ante as inúmeras surpresas do local. Afinal, logo de cara já nos deparamos com uma parede transformada em um grande mural de recados, além de o cardápio consistir, unicamente, em um grande quadro negro.

O wi-fi, aliás, é liberado (e rápido, o que não costuma ser comum nos restaurantes desta Ilha dita da magia). E para os aventureiros solitários, a pizza individual sai por 28 pilas.

Tem como o local não ser a cara desta internítica, meio cult, que parece ser a única a trabalhar de all star e não esconder a tatuagem no poder judiciário?

Vinil Pizzas & Clássicos
Rua Senador Ivo D’Aquino, n. 51, Lagoa da Conceição
Florianópolis/SC
Fone: (048) 9654-5363
Abre de segunda à domingo, no período da noite
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13 thoughts on “#Comida “Não conte para ninguém”

  1. Eu recomendo, sou editora do Jornal RG de Florianópolis, e sou bem critica em relação a comida japonesa e pizza.Mais na pizza porque em são Paulo, fui dona de 0 lojas da Pizza Cristal e sei bem o que é pizza boa. E a Vinil pizza é uma delicia tanto o lugar quanto a qualidade sabor. Ontem estive la , alias meu lugar preferido .Não me engano comendo pizza em nenhum outro lugar. Gritos para este post. adorei , Parabéns,que alias de fotografa amadora vc não tem nada.
    abs.

  2. A ideia de se poder levar o disco para se escutar é bárbara (como ninguém pensou nisso antes?), ainda que perigosa.

    Com certeza vou gostar de conhecer esse lugar quando for para Floripa. E quando vier para São Paulo avise que eu darei dicas ótimas de pizzarias “diferentes” e intimistas por aqui.

    Adoro descobrir locais assim. Parabéns pelo post!

    • Pensei a mesma coisa: como ninguém pensou nisso antes?
      É por essas que algumas pessoas ganham muito dinheiro e outras não, hahahaha.

      E pode deixar que vou cobrar dicas, sim, quando for para Sampa.

      Muito obrigada pelos comentários e as “dicas” sempre muito valiosas.

      Beijos

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